
Foto: Luca Zennaro / EPA
Muitas pessoas acreditam que o COVID-19 é realmente uma arma biológica uma vez que a China é um dos primeiros Países do mundo a voltar à normalidade e sendo que Pequim a capital do País e Xangai a principal cidade econômica da China terem sido poupadas da Pandemia.
E analisando a história todas as potências mundiais surgiram diretamente de Algum evento dramático no planeta como, por exemplo; a Inglaterra após a primeira Revolução industrial; os Estados Unidos da America após as duas Guerras Mundiais.
Será que a história novamente está se repetindo e estamos prestes a uma guinada na história em que a China desponta no Mundo como o País mais influente no Mundo?
No momento em que vários Países Ocidentais vivem um momento de extrema tensão política a narrativa da arma biológica parece uma ótima forma de escape para impedir o crescimento descontrolado da China enquanto os demais países lidam com a crise sanitária interna causada pelo COVID-19, causando sérios prejuízos econômicos no globo.
Contudo a ciência já vem avisando há mais de uma década que não se trata de uma arma biológica e sim uma simples evolução genética do vírus que saltou provavelmente de morcegos que são vendidos vivos no mercado de peixes de Wuhan.
O biólogo Atila Iamarino com doutorado em microbiologia pela universidade Yale nos EUA e com formação em Biologia pela a USP em 2007 em seu canal do Youtube (Atila Iamarino) explana que estudos chineses já alertavam as autoridades chinesas que existiam na natureza desde 2007 outros coronas vírus muito parecidos com o da SARS outro corona vírus que virou uma epidemia em 2002 na China e nos países orientais que fazem fronteira com a China.
Além de que o COVID-19 (SARS-COV2) não traz consigo as características de manipulação em laboratório comum em armas biológicas como o Antraz, Varíola entre outras.
Alem que chama atenção à baixa mortalidade do COVID-19 que é de aproximadamente de 2%. Uma vez a principal função de uma arma biológica é neutralizar e matar o máximo de pessoas possíveis. O que não é o caso do atual corona já que ele não mata muitas pessoas.
Mas mesmo não matando muitas pessoas já são mais de dois mil mortes só no Brasil e aproximadamente 150mil em todo mundo o que são números enormes para qualquer doença.
Em comparação com a influenza H1N1 (o vírus da gripe) 300 mil pessoas no mundo no surto que ocorreu em 2009 e levou um ano e quatro meses para correr todo o mundo naquela época.
Já o COVID-19 em três meses já atingiu todos os continentes habitados e já matou 150 mil pessoas levando o colapso em vários sistemas de saúde como na Espanha, Itália, Equador e NY nos EUA.
É importante termos em vista que os números de pessoas doentes no mundo e o numero de mortos em muitos países são subnotificados dado em vista a falta de testes para o corona e os números anunciados pelo ministério da Saúde e da OMS não serem neste momento muito verídicos visto que são contabilizados apenas aqueles que dão entrada no sistema de saúde, perdendo assim os casos em que o corona não apresenta sintomas graves ou leves, que segundo estimativa trata-se de 80% dos infectados.
A grande diferença entre o vírus da gripe (H1N1) e o corona (COVID-19) é a incrível capacidade de transmissão do corona que em uma situação comum do dia a dia uma pessoa contaminada pode contaminar outras 15 pessoas, enquanto o vírus da gripe comum tem uma dificuldade maior para ser espalhar tendo em vista que muitas pessoas são imunes a ele, já que ele circula a muito tempo entre os humanos.
No momento não há nenhum remédio ou vacina para tratar as pessoas dependendo única e exclusivamente do sistema imune da pessoa infectada, cabendo aos médicos tratamentos apenas para os sintomas. No momento a melhor arma contra o COVID-19 é o distanciamento social segundo os especialistas.
Rafhael Dessoto